Will Power leva o GP de Detroit na Indy

Vitória na estratégia de Will Power (Dallara Chevrolet #12/Penske) no GP de Detroit, sétima etapa da NTT Indycar Series. Sem um bom desempenho na qualificação e 16º no grid, o australiano e seu time apostaram em começar a prova com os pneus prime (mais duros); fazer duas paradas e apenas no último stint ter no carro os options (macios), que se desgastam rápido no traçado provisório do Belle Isle Park.

Numa corrida sem bandeiras amarelas – o único incidente sério aconteceu quando o australiano recebia a bandeirada, com Rinus VeeKay (Dallara Chevrolet #21/Ed Carpenter Racing) –; Power começou a avançar assim que os que largaram com os pneus macios começaram a perder rendimento. O que incluiu seu companheiro de equipe Josef Newgarden, pole.

Na 14ª volta Power deixou Newgarden para trás. Após sua primeira troca, voltou na frente, seguido por Scott Dixon (Dallara Honda #9/Ganassi) e Alex Palou (Dallara Honda #10/Ganassi). Os dois usaram os macios em seu stint intermediário. Ao mesmo tempo, Alexander Rossi (Dallara Honda #27/Andretti) seguia outro caminho: trocou os macios pelos duros já na quarta volta e teria todo o restante a fazer com a borracha mais resistente.

Pneus

O australiano da Penske fez sua última parada na volta 49 (Rossi na 47). Começava aí o desafio de conservar os pneus por 21 voltas. O norte-americano passou a ser constantemente mais rápido e fez uma diferença de 15 segundos chegar a pouco mais de um na bandeirada. Dixou ficou em terceiro, seguido por Newgarden, Pato O’Ward (Dallara Chevrolet #5/Arrow McLaren SP) e Palou.

“Não foi fácil, mas a pista estava com mais borracha no fim, o que me ajudou. O carro escorregava no fim, e eu procurei mantê-lo reto na pista. A distância era relativamente confortável e valeu arriscar”, disse Power. Ele assumiu a liderança do campeonato com 255 pontos, três a mais que o vencedor das 500 Milhas de Indianápolis Marcus Ericsson, sétimo em Detroit.

Castroneves abandona

Uma corrida que começou animadora para Hélio Castroneves (Dallara Honda #06/Meyer Shank) terminou na 22ª das 70 voltas, com uma pane elétrica, que apagou o display do volante e o impediu de usar seus comandos. A troca do componente no pit não funcionou. “De repente a tela ficou limpa em alguns pontos da pista, e aí voltava em outros. Ficou claro que era um problema mais sério e que não dava para continuar. Uma pena”, resumiu Helinho.

Quarto no grid, ele deixou Takuma Sato (Dallara Honda #51/Dale Coyne with RWR) para trás ainda na primeira volta. Como os outros do primeiro pelotão, foi superado pelo grupo com pneus duros, mas apostava na estratégia de duas paradas para conseguir um bom resultado.

GP de Detroit

NTT Indycar Series: sétima etapa

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