Lewis Hamilton domina treinos livres para o GP da Arábia Saudita
Domínio de Lewis Hamilton e da Mercedes na sexta-feira de treinos livres para o GP da Arábia Saudita, penúltima etapa do Mundial de F-1. Num traçado de rua traiçoeiro, com poucas áreas de escape e muros próximos, o heptacampeão mundial foi o mais rápido nas duas sessões de treinos livres. No FP1, com luz natural, ficou 0s056 à frente de Max Verstappen (Red Bull). À noite, no FP2, baixou a marca anterior para 1min29s081. Superou o companheiro Valtteri Bottas por 0s061 e Pierre Gasly (AlphaTauri) por 0s081. O holandês líder do campeonato passou a primeira parte da sessão nos boxes e ficou a 0s195 do britânico, em quarto.
Se pistas como a de Baku (Azerbaijão) ou Cingapura trazem um desafio semelhante, as altas médias de velocidade em Jeddah (superiores a 248km/h) deixam a pilotagem ainda mais crítica e sem margem para erros. Como descobriu Charles Leclerc nos minutos finais do FP2. O monegasco perdeu a traseira da Ferrari na Curva 22 e danificou bastante o carro. O que levou ao encerramento antecipado da sessão com bandeira vermelha. Mais cedo, a sujeira do asfalto, ainda sem a camada de borracha trouxe uma dificuldade a mais. Ao menos o temor de problemas com a qualidade do piso não se confirmou.
Além de mais um bom desempenho de Gasly e da Alpha Tauri, com Yuki Tsunoda em oitavo, a dupla da Alpine também se destacou na sexta-feira. Fernando Alonso ficou com a quinta marca, seguido por Esteban Ocon e à frente de Carlos Sainz, com a primeira Ferrari. O mexicano Sergio Perez não se mostrou totalmente à vontade com a segunda Red Bull (11º no FP1 e nono no FP2). E Antonio Giovinazzi, de partida da Alfa Romeo rumo à Fórmula E, conseguiu uma positiva quinta posição na primeira sessão.

Pneus
A Pirelli apresentou às equipes o resultado de sua investigação sobre os vários dechapamentos no GP do Qatar, em Losail. As análises mostraram que o problema foi provocado pelo longo tempo dos pneus sobre as zebras, sob a ação de forças laterais e verticais. Segundo a fabricante, não havia como prever o fenômeno com base nas informações disponíveis antes da prova.
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