Rally Safari abre 70ª edição no Quênia, pelo WRC
Hora da largada para uma das mais tradicionais provas de rally do planeta. O que começou como East African Safari se transformou no Rally Safari do Quênia, válido como sétima etapa do WRC. Há muito a disputa não acontece em estradas abertas e ‘setores seletivos’ que podiam chegar a 300 quilômetros por dia, mas boa parte do desafio prossegue.
Afinal, as 19 especiais estão entre as mais duras da temporada. Alternam trechos em fesh-fesh (areia fina como talco); passagens em riachos e sequências com piso bastante desgastado, pedras e raízes. Tudo em meio a um visual estonteante, com direito à presença de animais selvagens como zebras e girafas nas proximidades.
Uma combinação que já causou estragos no shakedown desta quarta-feira: o japonês Takamoto Katsuta capotou seu Toyota GR Yaris Hybrid. A marca japonesa, aliás, mantém a hegemonia desde o retorno da prova ao WRC, em 2021. No primeiro ano, consagrou Sebastien Ogier. No ano passado, foi a vez de Kalle Rovanpera, de forma surpreendente.
O finlandês, que mais tarde se tornaria campeão mundial, chegou ao Quênia obrigado a limpar o terreno para os adversários como primeiro a largar nas especiais. Sem riscos desnecessários, ele viu um a um os adversários ficarem pelo caminho ou perderem tempo. A situação se repete desta vez, já que ele lidera a classificação. Ogier está de volta no terceiro Yaris oficial, em busca de nova vitória.
Presidente
Nesta quarta-feira, o parque de assistência do Rally Safari recebeu a visita do presidente queniano, William Ruto, que não se limitou a ver a movimentação de perto. Ele deu uma volta ao lado de Pierre-Louis Loubet em um dos Ford Puma Hybrid oficiais. “Nem sei o que dizer, é algo totalmente louco, mas uma experiência inesquecível. Muita gente não vai querer trabalhar amanhã para ver o rally, os quenianos são apaixonados pelo esporte. Eu infelizmente trabalho, mas volto aqui no domingo”, prometeu.
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