Austin Cindric vence a Daytona 500 na Nascar
Um presente perfeito para os 85 anos do capitão Roger Penske. Austin Cindric (Ford Mustang #2) venceu a Daytona 500 de 2022, primeira etapa da Nascar Cup Series. Depois de mostrar potencial em sua primeira participação, ano passado, o filho de Tim Cindric, hoje presidente da equipe, não se importou com a pressão do mais experiente companheiro Ryan Blaney (#12), na relargada com duas voltas para o fim, na prorrogação. Assim como a de Bubba Wallace (Toyota Camry #23/23XII), superado por 0s036.
Cindric repetiu a estratégia de 2021, quando tinha apenas a missão de ajudar os três titulares da Penske no #33. Se manteve a maior parte do tempo no primeiro pelotão, que teve os Fords em vantagem por boa parte das 200 voltas. Os dois primeiros segmentos, no entanto, foram vencidos por Martin Truex Jr. (Camry #19/Joe Gibbs Racing).
O primeiro deles já com bandeira amarela provocada por um acidente impressionante na volta 62, envolvendo William Byron (Chevrolet Camaro #24/Hendrick). Ele acabou tocado por Harrison Burton, que viu o mundo ao contrário, mas caiu com as rodas do #21 no chão. Fim da linha também para Denny Hamlin (Camry #11/Joe Gibbs Racing) e Christopher Bell (Camry #20/Joe Gibbs), além de atraso para Alex Bowman (Camaro #48/Hendrick).
Outro acidente só neutralizaria a prova na volta 150, desta vez com Kurt Busch (Camry #45/23XI) Joey Logano (Mustang #22/Penske), Tyler Reddick (Camaro #8/RCR) e Truex. O #22 e o #8 foram parar na grama e não conseguiram tracionar, perdendo voltas.
Prorrogação
A tensão natural das últimas voltas provocou mais dois acidentes na reta decisiva. Na volta 190, Kevin Harvick (Mustang #4/Stewart-Haas) se aproximou demais do #17 de Chris Buescher e, para evitar um toque, desviou e encontrou o campeão Kyle Larson (Camaro #5/Hendrick). Todd Gilliland (Mustang #38/Front Row) e Noah Gragson, que faziam ótimas corridas, foram obrigados a abandonar. O que provocou a interrupção com bandeira vermelha.
Mal a prova relargou e Ricky Stenhouse Jr. (Camaro #47/JTG-Daugherty), que aparecia bem para a vitória rodou, encostando no #23 de Wallace. A relargada veio com três voltas para o fim (green/white/checkered) e incrivelmente não houve acidentes até que Cindric recebesse a bandeira branca. Enquanto mais uma confusão envolvia o meio do pelotão, ele resistiu à pressão de Blaney e Wallace para conquistar a vitória.
“Um dia inacreditável, o carro estava inacreditavelmente bom. Tantos pilotos passam uma vida em busca da Daytona 500 e eu consegui na segunda tentativa. Na última relargada eu sabia que teria de ser perfeito nos bloqueios e consegui o que precisava”, festejou o piloto de 23 anos, campeão da Xfinity em 2020. Ele se tornou ainda o primeiro vencedor oficial com os carros Next Gen, que não mostraram problemas sérios numa prova de mais de 800km.
Villeneuve
Experiência positiva para Jacques Villeneuve, que terminou a Daytona 500 em 22º (a três voltas) com o Mustang #27 da estreante e modesta Hezeberg. O campeão mundial de F-1 de 1997 perdeu contato com o pelotão no primeiro segmento mas, quando passou a acompanhá-lo novamente, conseguiu ser tão rápido quanto os ponteiros.
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