Marc Marquez testa nova Honda em Misano e fala do futuro na MotoGP
Poucas vezes uma sessão coletiva de testes do Mundial de MotoGP foi cercada de tanta atenção quanto a desta segunda-feira em Misano Adriatico. A pista italiana, que recebeu no domingo o GP de San Marino e da Riviera de Rimini tradicionalmente dá a largada para a temporada seguinte, com os protótipos e atualizações das motos. Uma delas o protótipo da Honda RC213V com que a marca japonesa quer convencer Marc Marquez a ficar e cumprir seu último ano de contrato.
Se depender da impressão inicial, a missão não será das mais simples. A Honda procurou redesenhar sua máquina, que já havia passado por uma revolução em 2022. Na ocasião, a ideia era justamente torná-la mais amigável a pilotos com estilo diferente do de #MM93. O resultado se mostra desastroso – faltam velocidade de ponta; uma entrega de potência mais previsível, uma ciclística mais equilibrada e a aerodinâmica fica a dever para a concorrência. Marquez caiu várias vezes na tentativa de ir além do que o equipamento proporciona. Na abertura do campeonato, em Portimão, ainda levou junto Miguel Oliveira (Aprilia / RNF Cryptodata).
O próprio piloto de Cervera revelou em Misano que a Honda trouxe da F-1 um especialista em aerodinâmica para liderar o projeto. Mas revelou que ainda não tinha noção das mudanças no organograma. “Ainda não fui apresentado a ele, imagino que vá comandar a equipe técnica, mas ainda não está claro”, disse ao site oficial da MotoGP.
Decepção
Sobre o primeiro contato com a versão inicial da RC213V, o espanhol fez uma avaliação nada otimista. “O estilo de pilotagem que ela exige é diferente mas, no fim, os problemas são os mesmos. Precisaremos trabalhar bastante. Se essa é a base, estamos muito longe de onde deveríamos”, revelou.
Além disso, Marquez confirmou que seu futuro na categoria passa por três possibilidades. “Tenho um plano A, um B e um C, tinha dito que eram dois, mas na verdade são três. E sei bem o que é necessário para que cada um deles aconteça”. Dois deles são permanecer na Honda e se mudar para a Gresini Racing, com uma Ducati 2023. O terceiro poderia estar ligado à KTM (patrocinada pela Red Bull, como ele) ou a um acordo com com a Pramac Ducati, que não terá Johann Zarco. Se a vaga parece encaminhada a Franco Morbidelli, uma intervenção da Ducati pode colocá-lo sobre uma moto do ano. A expectativa é de confirmar a escolha “até os GPs da Índia ou do Japão”.
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